OEI vai acompanhar de perto experiências exitosas do Brasil em primeira infância
OEI vai acompanhar de perto experiências exitosas do Brasil em primeira infância

OEI vai acompanhar de perto experiências exitosas do Brasil em primeira infância

OEI. 06/09/2018
Tamanho do texto+-

A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) realizou, nessa quarta-feira, 5, em Brasília, o seminário "Diálogos da Ibero-América: Primeira Infância". Durante a abertura do encontro, o diretor da OEI no Brasil, Raphael Callou, destacou que esta será uma das áreas prioritárias para a Organização. “A OEI vai selecionar três municípios para um projeto piloto de primeira infância. Dentre as prioridades estão a gestão pedagógica e da rede de atendimento, além da gestão de projetos de infraestrutura", adiantou.

A expectativa da OEI é, até o fim do ano, lançar um edital para manifestação de municípios que tenham interesse em desenvolver um projeto piloto que tem como foco três pilares: reforçar a capacidade gerencial das redes de ensino e das creches; capacitar a coordenação pedagógica; e diversificar a matriz de projetos de infraestrutura", explicou.

O projeto da OEI visa contribuir para que o Brasil consiga chegar a resultados que permitam a educação brasileira alcançar a meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE). O plano diz que, até 2024, o país deve chegar a 50% do atendimento das crianças de zero a três anos e universalizar o atendimento das crianças de quatro a cinco anos em todo o país.

O seminário contou com a presenta de integrantes da OEI da Argentina, Chile e Colômbia. A presença de representantes desses países proporcionou troca de experiência sobre realidades parecidas com os desafios do Brasil. O país também pode contribuir com experiências de boas práticas e formas ampliar o acolhimento para crianças de zero a três anos de idade, um dos assuntos destaques do encontro.

Presente na abertura do seminário, o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Sílvio Pinheiro, resumiu a iniciativa da OEI de discutir soluções para a primeira infância: "pode transformar o país". Segundo Sílvio, a gestão atual do FNDE trabalhou por oito meses com o TCU e CGU para ter uma nova regulamentação que permitisse estados e municípios repactuassem com a autarquia e, com isso, ganhasse mais prazo para concluir creches em construção. “Reduzimos o número de obras inacabadas e ampliamos o prazos para os que estão em andamento”, destacou.

No Distrito Federal, a primeira-dama do DF, Márcia Helena Rollemberg, citou avanços na atenção a primeira infância como o fato de as próprias crianças participarem no processo de formulação da política, mas reconhece que ainda há desafios. “Fizemos 27 creches e tem mais três para serem inauguradas, mas seria preciso fazer uma sala por semana para atender o débito de vagas”, contabilizou.

Durante todo o dia foram abordados no seminário temas relacionados à primeira infância. Dentre eles, os marcos legais e seus impactos na educação infantil; experiências de intersetorialidade; e modelos inovadores para a gestão da primeira infância. Questões relacionadas ao monitoramento e avaliação, além da qualidade nos atendimentos educacionais ao segmento infantil também estiveram na pauta do seminário. Emocionada, a diretora Rosimara Moreschi, sintetizou a experiência, “Nós que estamos na ponta, as vezes sofremos muito e não temos a quem recorrer. Aqui eu escutei coisas que me deixaram muito feliz porque a educação infantil, que é a base de tudo, é muito tempo esquecida e aqui me vi representada.”