OEI apresenta livro dos 70 anos da Organização na Embaixada da Espanha na Bélgica

OEI apresenta livro dos 70 anos da Organização na Embaixada da Espanha na Bélgica

OEI. 05/02/2020
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O secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Mariano Jabonero, apresentou terça-feira, 4, na Embaixada da Espanha na Bélgica, o livro: O desafio ibero-americano - educação, ciência e cultura. A obra retrata os 70 anos de trabalho da Organização e sua cooperação na Ibero-América. Nas palavras do Secretário, que se destaca no prólogo da publicação trata-se de “uma história ibero-americana dinâmica, viva, vibrante, às vezes contraditória (...). Uma história em que a educação, a cultura e a ciência alcançaram progressivamente maior destaque, tanto nos anseios e  esperanças dos cidadãos quanto nas prioridades políticas dos governos e, é claro, em todos os interessados em alcançar níveis mais altos de coesão e competitividade.”

Na apresentação, a Embaixadora da Espanha no Reino da Bélgica, Beatriz Larrotcha, destacou a satisfação em sediar, juntamente com a Embaixada de Andorra, a apresentação da obra. Larrotcha declarou que “é uma grande honra celebrar o 70º aniversário da OEI, realizando na Embaixada da Espanha no Reino da Bélgica a apresentação de um livro que traz três áreas fundamentais para o futuro da comunidade ibero-americana e da sociedade internacional como um todo - educação, ciência e cultura, ao mesmo tempo que valoriza uma maneira de pensar e modo de ser ibero-americano que se expressa com uma voz própria no mundo.”

A cerimônia foi co-organizada com a Embaixada de Andorra, representando a Secretaria Pró Tempore da Conferência Ibero-Americana. A Secretaria assumiu o Principado de Andorra na XXVII Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo. Como destacou no evento a Embaixadora Esther Rabasa, representante de Andorra na União Europeia, no Reino da Bélgica, no Reino dos Países Baixos e no Grão-Ducado do Luxemburgo, “não temos dúvidas de que em seus campos de ação, a OEI contribui para tornar realidade o lema da Cúpula: Inovação para o Desenvolvimento Sustentável - Objetivo 2030, cuja a meta é destacar o papel da inovação como motor de transformação da sociedade e impulsionador da sustentabilidade, preparando-nos para novos tempos e novos desafios.”

“O desafio ibero-americano: educação, ciência e cultura” faz um apanhado, desde o nascimento da organização e sua criação em 1949 como Escritório Central de Educação Ibero-americana, passando por seus principais marcos até hoje:


sua constituição como órgão intergovernamental em 1954,

a incorporação de boa parte de seus atuais 23 países membros entre as décadas dos anos 50 e 80,

o reconhecimento, em 1985, do espanhol e do português como as duas línguas oficiais da OEI,

a convocatória ao longo de todos esses anos das Conferências Ibero-americanas de Ministros e Ministras da Educação e da Cultura,

a promoção da Carta Cultural Ibero-americana aprovada em 2006, uma referência para a integração da região e a promoção e defesa de seus direitos culturais,

ou o desenvolvimento de metas educativas alinhadas com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.


A publicação também expõe a cooperação técnica realizada pela organização e seu impacto: como a OEI tem enfrentado o analfabetismo na Ibero-América, proporcionando educação básica a cerca de 2,3 milhões de jovens e adultos, graças a 142 projetos executados em diferentes países da região. Mais de 100 mil professores ibero-americanos melhoraram sua formação e prática educativa. Traz exemplos como o programa “Luces para aprender” que tem levado energia elétrica e conexão para crianças de escolas localizadas nos lugares mais remotos de 13 países da região. A OEI também implementa durante décadas programas regionais de promoção da leitura como o Iberleitura, que tem contribuído para criar comunidades de leitores na Ibero-América, a partir de políticas públicas.

O desafio ibero-americano descreve os esforços da OEI para proporcionar mobilidade acadêmica e de pesquisa a 30 milhões de novos estudantes universitários da região - a maioria deles, o primeiro integrante da família a acessar o ensino superior - e suas conquistas, já que conseguiu que mais de 500 futuros professores e mestres concluíram parte de sua graduação ou pós-graduação em outro país da comunidade ibero-americana, por meio do Programa Paulo Freire. Sem esquecer o desenvolvimento de sistemas de qualificação profissional de 14 países ibero-americanos na educação técnico-profissional, uma questão de importância fundamental para o desenvolvimento da região e a melhoria da empregabilidade de jovens e adultos.

Da mesma forma, o trabalho expõe o importante papel que a Organização desempenha na promoção de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com “sotaque” ibero-americano (e sem uma lacuna de gênero) para melhorar a competitividade da região por meio do Observatório Ibero-Americano de Ciência, Tecnologia e a Sociedade (OCTS) que criou 10 cadeiras ibero-americanas em colaboração com 105 universidades, centros de pesquisa e organizações científicas. Nessas cátedras foram formados mais de 1.800 professores e pesquisadores da região.

Em suma, a OEI produziu uma ação com impacto real na vida de 800 milhões de mulheres e homens que vivem em uma das regiões mais diversas do mundo, onde a Organização desempenha um papel de liderança, à frente da cooperação regional e contribuindo para a melhoria bem-estar dos povos por meio das políticas públicas de seus Estados.

Mas não é só isso. “O desafio ibero-americano: educação, ciência e cultura” é uma olhar sobre décadas de integração, conflito e recuperação de convivência, expansão econômica, revoluções culturais ... e tudo sob a perspectiva da organização decana da cooperação multilateral na Ibero-América.

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