Educação para refugiádos: modelos e práticas de integração nos países da OCDE

Educação para refugiádos: modelos e práticas de integração nos países da OCDE

OEI. 19/06/2020
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O Escritório no México da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), e o Centro México da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apresentam hoje, 19, a versão em espanhol e português do livro Educação para Refugiados: Modelos e Práticas de Integração nos Países da OCDE.

Escrito por Lucie Cerna (OCDE), o livro reflete os desafios e dificuldades enfrentados pelas pessoas que buscam refúgio, bem como os países de acolhimento (membros da OCDE) e estabelece as práticas e experiências educacionais que os países têm implementado para facilitar a integração de grupos e famílias de refugiados em uma nova realidade. Além disso, analisa as políticas e práticas que foram incorporadas pelos governos dos países da OCDE para eles garantirem uma melhor qualidade de vida e acesso à educação para crianças e jovens refugiados. Também apresenta um modelo holístico que se concentra nas necessidades educacionais, sociais e emocionais, bem como os fatores e políticas que podem permitir uma integração adequada e eficaz dos refugiados.

Nesta publicação, a autora ressalta que é essencial os países se concentrarem no desenvolvimento de políticas e práticas competentes para o ajuste e integração dos refugiados, levando em conta os diversos fatores e necessidades enfrentados por esses grupos vulneráveis, e, desse jeito, garantindo um tratamento justo e digno desses grupos, pois tal problema social tem aumentado nos últimos anos, sendo alguns países da Europa e América do Norte os principais locais de destino.

O objetivo central para realizar a tradução deste trabalho é fornecer ferramentas aos principais tomadores de decisão, especialmente considerando o aumento nos últimos anos da situação na região ibero-americana com refugiados e migrantes, particularmente no caso do México, que se caracteriza por ser um país com alto grau de migração, e que, além disso, é o ponto de encontro e trânsito entre pessoas dos países da América Central, a América do Sul e o Caribe, que buscam asilo nos Estados Unidos; mas que, devido a várias circunstâncias, convertem o México no país de residência, onde vivem em condições muitas vezes deploráveis, sem documentação legal que lhes permita ter acesso a um trabalho decente, bem como o acesso à educação para milhares de crianças e adolescentes que se mobilizam junto com suas famílias em busca de uma melhor maneira de viver.

A tradução do livro reflete o trabalho conjunto que ambas as instituições mantêm, cujo objetivo é contribuir ao desenvolvimento socioeducativo ibero-americano. O lançamento da publicação faz parte data que marca o Dia Mundial dos Refugiados, 20 de junho, para lembrar os governos do seu compromisso com os refugiados e não deixá-los para trás. 

Os países de acolhimento devem garantir maior cobertura do acesso a uma educação de qualidade e gratuita para as crianças e os adolescentes refugiados. Por isso, a OEI se junta à OCDE nesta iniciativa em busca de gerar uma reflexão sobre a realidade de milhões de famílias ao redor do mundo, afastadas dos seus países de origem; hoje, esta reflexão assume maior importância, dada a vulnerabilidade destes grupos durante a atual contingência de saúde que estamos vivendo globalmente.


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