Delegados ibero-americanos aprovam propostas para
reforçar cooperação
O
Primeiro de Janeiro
A criação de um Banco de Boas práticas de diálogo inter-cultural
e de um programa dedicado aos museus são algumas propostas na área da cooperação
ontem aprovadas, em Lisboa, por representantes da Organização de Estados
Ibero-americanos (OEI).
Numa conferência de imprensa de balanço da reunião de
dois dias de trabalho dos 21 países da OEI, o secretário de Estado da Cultura,
que presidiu ao encontro, congratulou-se com as muitas propostas apresentadas
pelos participantes.
“Já existem alguns programas de cooperação em curso,
nomeadamente na área do cinema e do teatro, e deverá ser desenvolvido outro na
área dos museus”, indicou Mário Vieira de Carvalho, referindo-se à proposta da
criação do Ibermuseus e do Ano Ibero-americano de Museus em 2008. Esta é uma das
propostas constantes no Anteprojecto de Declaração aprovado ao fim da manhã de
ontem pelos representantes ibero-americanos e que será levada à X Conferência
Ibero-americana de Cultura, marcada para Julho no Chile.
No documento, os
participantes sugerem também, entre as ferramentas de fortalecimento de
cooperação, a criação de um Banco de Boas Práticas do diálogo
inter-cultural.
Questionado pela Lusa sobre esta proposta, o secretário de
Estado da Cultura precisou que a ideia é “partilhar as boas experiências que
cada país desenvolve neste domínio”.
Mário Vieira de Carvalho sublinhou que o
diálogo inter-cultural foi a questão dominante trabalhada por Portugal nesta
reunião, porque “é importante na perspectiva, não só da cultura, mas também da
política e da diplomacia”.
No Anteprojecto de Declaração, os representantes
da OEI também salientam que “o diálogo inter-cultural é cada vez mais relevante
no mundo contemporâneo, que, além de constituir um factor de enriquecimento em
si mesmo, é um instrumento indispensável para garantir a manutenção da paz, da
coesão social e do desenvolvimento sustentável”.
Por seu turno, o
secretário-geral da OEI, Álvaro Ullastres, congratulou-se pelo grande número de
propostas apresentadas pelos países participantes com vista ao desenvolvimento
de políticas de coesão social que passam pela cultura.
“Falámos de
cooperação, de museus, de expressão artística – assinalou
–, e estamos a
delinear propostas para encetar várias iniciativas”, que serão apresentadas em
Julho, na conferência do Chile.
A declaração final saída dessa reunião será
depois apresentada na XVII Cimeira Iberoamericana que irá decorrer entre 8 e 10
de Novembro, também no Chile.