| "Escritores entregam
manifesto a Lula"
Entre os signatários
do manifesto estão escritores como Ziraldo, Fernando Morais, Moacyr Scliar,
Nélida Piñon, Thiago de Mello, Frei Betto, Zuenir Ventura e Nelson Motta,
editores como Sérgio Machado, Paulo Rocco e Luiz Schwarcz e livreiros como
Oswaldo Siciliano. Entre as personalidades que aderiram, estão desde educadoras
como Tânia Rosing e Guiomar Namo de Mello ou juristas como Goffredo da Silva
Telles Junior até artistas como Carlinhos Brown, Clarice Abujamra e Paulo Betti.
O texto traz um rápido
diagnóstico sobre a questão da leitura no Brasil –onde se lê menos de dois
livros por habitante/ano, média inferior à da Colômbia, por exemplo – e faz um
apelo para que o próximo governo inclua o tema entre as prioridades nacionais. Segundo
o documento, o livro e a leitura, junto com a educação formal, devem ter um
papel mais estratégico nas políticas públicas para contribuir com o projeto nacional
de desenvolvimento econômico e social do país.
O manifesto faz referência aos
estudos de especialistas que atribuem o drama do analfabetismo funcional e o
fraco desempenho das crianças brasileiras nas pesquisas comparativas internacionais
sobre a compreensão do que aprende nas escolas aos baixos índices de leitura.
Somado ao analfabetismo absoluto, isso faz com que 75% dos brasileiros jovens e
adultos não tenham nenhuma habilidade de leitura, com sérios prejuízos para seu
desempenho profissional, renda familiar e mesmo para o próprio exercício da sua
cidadania.
O Manifesto do Povo do Livro
destaca os avanços verificados durante o governo atual e os anteriores – como a
instituição da Lei do Livro, em 2003, a desoneração fiscal, no ano seguinte, e
a consolidação dos programas de aquisição de livros escolares, a partir da
década de 1990 até dias atuais. Mas propõe que, junto com ações pontuais como a
revitalização da rede nacional de bibliotecas públicas, que o tema passe a ter
o tratamento de política de Estado, em substituição aos programas que surgem
periodicamente em alguns governos, mas, depois, correm riscos de continuidade.
O teor do
Manifesto é o resultado do amplo debate realizado no Brasil, com a participação
de 40 mil lideranças, a partir de 2005, quando se comemorou o Ano
Ibero-americano da Leitura. Junto com o documento, será entregue o caderno
Políticas Públicas do Livro e Leitura (Organização dos Estados Ibero-americanos/OEI
e Cultura Acadêmica/Editora Unesp), com capítulos escritos pelos representantes
das principais candidaturas à presidência da República. Participam do movimento
todas as entidades nacionais de escritores, editores, livreiros,
bibliotecários, estudantes e dirigentes das áreas de educação e cultura, além de
organismos da sociedade como a OEI e as associações de revistas e jornais.
Serviço
O
encontro entre o povo do livro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será
nesta quinta-feira (21/09), às 11 horas, no Palácio do Planalto.
Para
assinar o Manifesto do Povo do Livro ou ver quem já aderiu, basta acessar www.oei.org.br/manifesto.htm.
Maiores informações:
Organização dos
Estados Ibero-americanos – OEI
61 3321-9955
E-mail: manifesto@livroeleitura.org.br
|