| "Candidatos recebem
manifesto do livro"
Os dois candidatos receberam o documento e se
comprometeram a incorporar as questões apresentadas pelas personalidades da
área do livro no Brasil em seus programas de governo e, sobretudo, a implementá-las
caso sejam eleitos. Cristovam esteve pela manhã no local e Heloisa Helena no
início da tarde. Os dois percorreram a feira, foram reconhecidos e conversaram
com leitores e deram autógrafos.
O escritor e cartunista Ziraldo, que falou em nome
dos escritores, destacou a importância da leitura na Educação e fez uma
veemente defesa do papel da leitura para o desenvolvimento do país e da
cidadania. O presidente da Camara Brasileira do Livro (CBL), Oswaldo Siciliano,
disse que começa a haver uma pressão cada vez maior por parte da sociedade para
que o livro e a leitura sejam incluídos na agenda nacional de temas
importantes. O diretor da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) no
Brasil, Daniel González, enfatizou a necessidade do fortalecimento dessa
política pública que é o mais forte elo entre Educação e Cultura.
Mais de 1.500 personalidades – desde
escritores como Fernando Morais, Frei Betto, Luiz Rufatto e os acadêmicos
Moacyr Scliar, Nélida Piñon, Carlos Nejar e Arnaldo Niskier a educadores como
Tânia Rosing e Guiomar Namo de Mello e personalidades como o ator Paulo Betti,
o jurista Goffredo da Silva Telles Júnior e a vice-presidente da Fundação
Victor Civita, Cláudia Costin – assinaram o manifesto. Entre as dezenas de
entidades que apóiam a iniciativa estão a Associação Nacional dos Editores de
Revistas (ANER), a União dos Dirigentes Municipais de Ensino (Undime), a União
Brasileira de Estudantes (UNE) e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas
(UBES).
A campanha para fazer o livro e a
leitura terem maior espaço nas ações governamentais reúne todas as principais
lideranças nacionais e regionais do livro no Brasil. União Brasileira de
Escritores, Câmara Brasileira do Livro, Sindicato Nacional de Editores de
Livros, Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), Liga
Brasileira de Editores (Libre), Associação Nacional de Livrarias, a Associação
Brasileira de Autores de Livros Educativos (Abrale), e Associação dos
Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEI-LIJ) e o
Conselho Regional de Biblioteconomia são algumas das entidades participantes.
A campanha é coordenada pelo Escritório
da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), organismo internacional que
propôs aos presidentes dos países da região ibero-americana uma ação mais forte
na área como forma de promover o desenvolvimento social e econômico na região.
A campanha vai continuar até a posse do novo presidente, inclusive com a
publicação de anúncios em jornais e revistas e debates em diversas regiões do
país.
O MANIFESTO
O manifesto faz um apelo àquele que for governar o Brasil
a partir de 2007 para que a questão do livro e da leitura no país passe a ter o
tratamento de política de Estado e seja incluída entre as prioridades nacionais
como forma de obter o desenvolvimento econômico e social. A prática da leitura
e da escrita, diz o documento, deve ser vista como “estratégia de enfrentamento
do drama da fome, da pobreza, da ignorância e da violência urbana para colocar
o Brasil (...) no rumo do desenvolvimento, da justiça social e da solidariedade”.
O documento faz referência aos avanços
que houve na área nos últimos anos em diferentes governos, mas chama a atenção
para a necessidade de o próximo presidente aprofundar as ações - dotando a área
de estrutura de gestão e orçamentos compatíveis - e sobre a situação da leitura
no país. Ele lembra, por exemplo, que só um em cada quatro brasileiros consegue
ler textos mais complexos - como o livro e reportagens nos jornais e revistas -
por causa do analfabetismo e do analfabetismo funcional.
Ainda de acordo com o texto, as
crianças do país têm ocupado os últimos lugares nos estudos internacionais
sobre compreensão leitora, colaborando para estancar o índice nacional de
leitura em menos de 2 livros lidos por habitante/ano. As saídas para enfrentar
essa realidade adversa foram debatidas por 40 mil lideranças durante as
comemorações no Brasil do Ano Ibero-americano da Leitura, o Vivaleitura, celebrado
em 2005 em 21 países.
Lançamento
de Caderno
Além do Manifesto do Povo do Livro, Cristovam
Buarque e Heloisa Helena também receberam o caderno Políticas Públicas do Livro e Leitura, que está sendo lançado pela
OEI em parceria com a Cultura Acadêmica. Organizado por Galeno Amorim e com
prefácio do diretor da OEI no Brasil, Daniel González, a publicação traz textos
assinados por personalidades ligadas aos principais candidatos à Presidência. Chico
Alencar (PSol), Cristovam Buarque (PDT), Glauber Piva/Hamilton Pereira (PT) e
Maria Helena Guimarães Castro (PSDB) são os co-autores da obra. Na introdução,
o secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), José Castilho
Marques Neto, faz uma análise sobre 2005 como marco para o início das mudanças que
estão em andamento na área.
Os
próximos encontros serão os com os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e
Geraldo Alckmin (PSDB). Para assinar o Manifesto do Povo do Livro, basta acessar
www.oei.org.br/manifesto_livro/.
Maiores informações:
Organização dos Estados
Ibero-americanos – OEI
61 3321-9955
E-mail: manifesto@livroeleitura.org.br
www.oei.org.br/manifesto_livro/
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