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"Leitura via jegue recebe Prêmio VIVALEITURA"

Projeto incentiva leitura em comunidades do interior do Maranhão

Crianças, jovens e adultos. Em pouco mais de um ano, 6.500 moradores de 12 comunidades da cidade de Alto Alegre do Pindaré (MA), a 399 quilômetros de São Luís, foram beneficiados com o projeto Jegue-Livro, uma solução de incentivo à leitura cuja simplicidade requer apenas alguns jegues e cestos, além de livros e voluntários. Idealizado pela formadora de professores Alda Beraldo, o projeto foi o vencedor do Prêmio Vivaleitura na categoria Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias.

“Esta premiação é uma iniciativa belíssima que reconhece grandes estratégias para estimular a leitura no País e nos responsabiliza ainda mais a dar continuidade à missão de formar novos leitores”, garante Elza Maria Santos do Nascimento, responsável pelo projeto.

O Jegue-Livro oferece, a cada 15 dias, o acervo da Casa do Professor a comunidades rurais, com o auxílio de um jegue, que carrega os livros, e de jovens, que promovem atividades e o incentivo à leitura. Desenvolvido pela prefeitura e pela Secretaria Municipal de Educação de Alto Alegre do Pindaré, por meio da Casa do Professor e em parceria com diretores de escolas e jovens voluntários, o projeto virou uma extensão do Programa Escola que Vale.

Maior premiação individual para o incentivo à leitura promovida no Brasil, o Vivaleitura entregou ontem R$ 25 mil aos vencedores de cada uma das suas três categorias; bibliotecas, escolas públicas e privadas e universidades, pessoas físicas e instituições.

Entre 13 de março e 15 de junho, o Vivaleitura registrou a inscrição de 3.031 projetos de incentivo à leitura de vários Estados. “Por ser o primeiro ano, esperávamos um número bem inferior de concorrentes participantes, mas nos surpreendemos positivamente. Tem muita gente desenvolvendo trabalhos interessantes Brasil afora, e quase ninguém tem conhecimento disso”, afirma Lourdes Atié, coordenadora de seleção dos finalistas. 

Patrocinado com exclusividade pela Fundação Santillana, o Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Cultura (MinC) e Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Uso de cordel para estimular a leitura recebe
Prêmio Vivaleitura 2006

Projeto de São Gonçalo do Amarante (CE) usa a linguagem popular para desenvolver nos alunos as habilidades de leitura e escrita.

 “Não existe pessoa desmotivada, mas leitura que não agrada”, afirmou Francisca das Chagas Menezes Sousa, ao receber o Prêmio Vivaleitura na categoria Escolas Públicas ou Privadas, pelo projeto Cordel: rimas que encantam. “Temos simplesmente que descobrir que tipo de texto conquista cada indivíduo,” acrescentou, considerando o Vivaleitura um grande incentivo para a população mostrar suas iniciativas para melhorar a educação no País.

O projeto nasceu da necessidade de conhecer o repertório dos alunos da Escola de Ensino Fundamental João Pinto Magalhães, localizada em São Gonçalo do Amarante, na zona rural do Ceará, para entender a melhor maneira de estimulá-los no processo de aprendizagem.

Ao perceber a passividade e a desmotivação com que seus alunos encaravam o ato de ler, Francisca das Chagas Menezes Sousa resolveu investigar os motivos de tamanho desencanto pela literatura. Descobriu que uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos estudantes era conciliar seu “falar cotidiano” com a “linguagem escolar”. Concluiu que os jovens simplesmente não compreendiam um texto normativo por ser muito diferente de sua realidade lingüística. A solução? O cordel. Francisca apostou em textos que apresentassem uma oralidade familiar, isto é, a linguagem popular dos cordelistas da região, para desenvolver nos alunos as habilidades de leitura e escrita.

Maior premiação individual para o incentivo à leitura promovida no Brasil, o Vivaleitura entregará R$ 25 mil, no dia 13 de novembro, aos vencedores de cada uma das três categorias. Além de escolas, também foram avaliadas soluções criadas por bibliotecas, universidades, pessoas físicas e instituições.

Entre 13 de março e 15 de junho, o Vivaleitura registrou a inscrição de 3.031 projetos de incentivo à leitura de vários Estados. “Por ser o primeiro ano, esperávamos um número bem inferior de concorrentes participantes, mas nos surpreendemos positivamente. Tem muita gente desenvolvendo trabalhos interessantes Brasil afora, e quase ninguém tem conhecimento disso”, afirma Lourdes Atié, coordenadora de seleção dos finalistas.  

Patrocinado com exclusividade pela Fundação Santillana, o Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Cultura (MinC) e Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Projeto de estímulo à leitura para presidiárias
recebe Prêmio Vivaleitura 2006

Iniciativa implementada em Porto Alegre (RS) incentiva detentas
a estreitar os vínculos com seus filhos

Propiciar às detentas do Presídio Feminino Madre Peletier, em Porto Alegre, momentos de reflexão e formação de valores humanos para auxiliar na recuperação e na reintegração à sociedade. Com esse objetivo, a gaúcha Neiva Maria Tebaldi Gomes deu início, há 12 anos, ao projeto Liberdade pela Escrita, que atualmente faz parte do programa de extensão universitária da UniRitter. Neiva recebeu ontem o Prêmio Vivaleitura na categoria Universidades, Pessoas Físicas e Instituições da Sociedade Civil, e já tem planos para os R$ 25 mil que recebeu: vai aplicá-los na construção de uma creche para as crianças que vivem no presídio.

O projeto Liberdade pela escrita, que atualmente faz parte do programa de extensão universitária da UniRitter, consiste em levar semanalmente às presidiárias textos de diferentes gêneros, sobretudo literários. Entre as atividades exercidas, está o incentivo ao hábito de ler e de contar histórias, especialmente para as detentas que convivem com seus filhos no local. Além de desenvolver a cultura, a iniciativa também auxilia no estreitamento dos vínculos afetivos. Atualmente, 35 crianças de até três anos residem no presídio.

Ao receber o prêmio, Neiva agradeceu - emocionada - a determinação dos alunos do curso de letras da UniRitter que atuam como monitores voluntários em um ambiente que não facilita o convívio. “É uma atividade que pede muito equilíbrio emocional, mas que compensa enormemente pelo olhar atento das crianças”, observou.

A iniciativa consiste em levar semanalmente a essas mulheres textos de diferentes gêneros, sobretudo literários. Entre as atividades exercidas, está o estímulo ao hábito de ler e de contar histórias, especialmente para as detentas que convivem com seus filhos no local. Além de desenvolver a cultura, a iniciativa também auxilia no estreitamento dos vínculos afetivos. Atualmente, 35 crianças de até três anos residem no presídio.

Maior premiação individual para o incentivo à leitura promovida no Brasil, o Vivaleitura entregou ontem R$ 25 mil aos vencedores de cada uma das suas três categorias; bibliotecas, escolas públicas e privadas e universidades, pessoas físicas e instituições.

Entre 13 de março e 15 de junho, o Vivaleitura registrou a inscrição de 3.031 projetos de incentivo à leitura de vários Estados. “Por ser o primeiro ano, esperávamos um número bem inferior de concorrentes participantes, mas nos surpreendemos positivamente. Tem muita gente desenvolvendo trabalhos interessantes Brasil afora, e quase ninguém tem conhecimento disso”, afirma Lourdes Atié, coordenadora de seleção dos finalistas. 

Patrocinado com exclusividade pela Fundação Santillana, o Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Cultura (MinC) e Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).