Para
ministro, mapa ajuda no combate à violência ao indicar localidades com
problemas
Radiobrás
- Agência Brasil - Brasília-DF
Brasília - O ministro da Sáude, Agenor Álvares,
avaliou, durante o lançamento do Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros,
que a pesquisa é importante porque indica onde estão ocorrendo problemas. Dos
48.345 óbitos por homicídios, registrados em 2004, 34.712 aconteceram em
cidades do interior do país. De acordo com o estudo, com base em dados de 1994 a 2004, isso mostra um
crescimento da violência no interior do país, e não só nas grandes capitais e
regiões metropolitanas.
Assim, afirmou, pode-se buscar "uma integração de esforço de todos os
setores do governo para que se possa formular políticas de prevenção de
acidentes, promoção da saúde e a cultura da paz". Segundo ele, qualquer
tipo de ação feita exclusivamente pelo Ministério da Saúde, no sentido de
prevenção da violência, pode não gerar a repercussão necessária para realizar
diminuir a violência. "Temos que estar juntos, tem que haver uma política
integrada", disse.
"Existe um processo de interiorizar a violência, até pelos mecanismos de
controle de segurança implantados nos grandes municípios. De qualquer forma,
para mim, ficou a surpresa de verificar que muitos municípios que não estão em
nenhum mapa, em nenhuma condição que o municípios possa se destacar por
essa ou por aquela razão, mas estão sendo destacados agora com a questão da
violência. São municípios pequenos, onde impera a lei da impunidade",
critica.
Entre as dez cidades com maior taxa de mortalidade, quatro são do Mato Grosso -
Colniza (1º), Juruena (2º), São José do Xingu (5º), Aripoanã (8º). Os demais
são Coronel Sapucaia (MS), em 3º, Serra (ES), em 4º, Vila Boa (GO), em 6º,
Tailândia (PA), em 7º, Ilha de Itamaracá (PE), em 9º, e Macaé (RJ), em 10º.